Black Friday: é preciso monitorar os preços para evitar golpes
Novembro é um mês aguardado com expectativa pelos consumidores, que esperam aproveitar as promoções da Black Friday. Nesse período, é fundamental ficar atento e monitorar os preços para evitar cair em golpes. Segundo o Buscapé, plataforma de comparação de produtos e compras on-line, a menos de um mês da Black Friday, muitos produtos já subiram de valor, gerando dúvidas sobre a validade das promoções.
Entre os itens que apresentam alta, destacam-se as categorias de tênis, com um aumento de 36% no preço mediano, geladeira (+13%), ar condicionado (+7%), fogão (+4%), lavadora de roupas (+3%), micro-ondas (+2%), tablet (+2%), console de videogame (+1%) e TV (+1%). Já as categorias de notebook, celular e smartphone registraram queda de 3%.
Uma pesquisa recente realizada pela Wake, empresa que oferece soluções digitais para o varejo e a indústria, em parceria com o Opinion Box, revela os produtos mais desejados pelos consumidores. De acordo com os dados, 60% dos entrevistados destacaram itens variados como os mais procurados, incluindo produtos de casa e decoração, alimentos e bebidas, beleza e cosméticos, além de moda e acessórios. Os eletrodomésticos representam 20%, enquanto os eletrônicos e itens de informática aparecem com 17,9%.
Para evitar cair em falsas promoções, uma das saídas é fazer o monitoramento dos preços com antecedência, para saber se a loja não fez apenas a “maquiagem” do preço, com aumento do valor para posteriormente baixar, ou no caso, voltar ao preço original na black friday e anunciar como se fosse desconto.
Esse monitoramento pode ser feito na forma de pesquisa, olhando os preços antecipadamente nas lojas físicas ou online, para ter uma ideia do valor atual, ou com ajuda de sites e aplicativos que fazem essa análise.
“Em um momento em que indicadores se mostram aquecidos, com o volume de vendas, mercado de trabalho e renda, as promoções da Black Friday também podem servir como uma amostra, uma prévia para o consumo de dezembro, dependendo do segmento, quando se espera que uma boa parcela do 13º salário seja convertida em compras de Natal”, afirma Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio.
Fonte: O Sul
