Inter mantém mistério na escalação para o Gre-Nal

“É o tipo de mistério do clássico que vai ficar só para o sábado.” Com um sorriso discreto, Roger Machado encerrou assim a resposta sobre, talvez, a única dúvida para a escalação do time do Inter para o Gre-Nal. Externa, pois o semblante sereno do treinador após o jogo contra o Brasil de Pelotas sugere que, internamente, está decidido quem jogará no lado direito do ataque: Wanderson.
A quarta vitória consecutiva do Inter na temporada oportunizou ao treinador tocar em uma questão sublinhada por ele mesmo quando de sua apresentação. Um traço de seu trabalho nem sempre valorizado por quem o avalia de fora: “Quando o campo está funcionando não é só a tática aparecendo, mas também a capacidade de gestão”, disse Roger em julho passado, em discurso semelhante ao da última quarta-feira.
Pois agora, oito meses depois e consolidado no cargo, ele não quer desperdiçar de levar para a tese o que tem feito na prática no dia a dia intramuros do CT Parque Gigante e que o Gre-Nal lhe oferece a chance. Ou seja, administrar as escolhas nem sempre fáceis para um comandante dentro de um vestiário e arcar com suas consequências.
Por isso, quando apertado a antecipar quem vai jogar amanhã na segunda linha do meio-campo, ele deixou claro. Não tornará pública a decisão entre os hipotéticos quatro candidatos, sendo um deles uma espécie de azarão por ainda não ter jogado nenhuma vez em 2025.
Sobre Wanderson: “Era injusto fazer avaliação completa do trabalho, ele estando numa posição que, embora se sinta à vontade, não é a sua prioritária”.
Sobre Carbonero: “Tem a vitória pessoal pelo lado, mas pelo que mostrou nos treinos que pode gerar desequilíbrio por dentro.”
Sobre Vitinho: “Está mostrando com cada vez mais naturalidade, como uma ponte para o Aguirre passar.”
Sobre Bruno Tabata: “Vem se recuperando e já tem feito trabalhos importantes, mas isso é o tipo de mistério do clássico que vai ficar só pro sábado.”
Desde a lesão de Tabata, foi Wanderson quem mais vezes jogou pelo lado direito do ataque. Cobiçado por outros clubes para deixar o Beira-Rio, o jogador recebeu apoio do treinador uma vez que a inversão do local de atuação no campo cobra algumas adaptações.
Vitinho, assim como Wanderon, tem o mesmo número de jogos, mas, além de sair na maioria das vezes do banco, tem menor experiência e entrosamento com o restante do time, do que o camisa 11. E Carbonero tem contra si, fora ser um recém-chegado, ainda não ter sido testado no setor. Portanto, as pistas todas indicam jogar Wanderson amanhã.
O sorriso de Roger é de alguém que desfruta do clássico antes dele começar e que sabe ser durante que ele é decidido.
Fonte: CP