Abstenção na urna: Obrigatoriedade do voto é debatida por jornalistas gaúchos

Convidados pelo TRE gaúcho jornalistas debateram sobre a alta taxa de abstenção nas eleições de 2024. A obrigatoriedade do voto, a falta de representatividade e a descrença na política foram apontados como causas para o aumento do número de eleitores ausentes.
Taline Oppitz (Correio do Povo) e Guilherme Macalossi (Band) conversaram sobre o assunto em debate mediado por Armando Burd.
Descrença na política é a palavra que permeou o debate ocorrido no plenário do TRE. De acordo com Taline, há uma desilusão cada vez maior em relação aos protagonistas do cenário político. “O que os partidos defendem não é mais o que eles exercem”. A colunista também apontou que a obrigatoriedade do voto não funciona na prática. “É muito fácil não exercer essa responsabilidade”.
Macalossi trouxe outro ponto de vista. “Abstenção é um fenômeno característico das democracias”, ponderou o comunicador. Para ele, o voto não deveria ser obrigatório. “Não vejo por que um direito ser mandatório, são os políticos que precisam convencer a população” afirmou. O jornalista atribui as abstenções à crise de representatividade vivida na política.
No decorrer da conversa, o tópico das fake news também veio à tona. Para a colunista do Correio do Povo, a desinformação “não é um movimento desorganizado”. “São utilizadas de forma profissional”, alegou. Complementando a fala da colega, Macalossi citou a campanha de Pablo Marçal para a prefeitura de São Paulo como exemplo.
Apesar do enorme desafio, Taline não deixou de reiterar o compromisso que os jornalistas precisam ter para com o processo informativo e seus consumidores.
Fonte: CP