Inter de Roger encosta no de Abel e tem o melhor aproveitamento desde 2000

Não faz nem um ano que Roger Machado chegou ao Inter. Mas, apesar do pouco tempo, já conseguiu fazer história no lado vermelho do Rio Grande do Sul. Não só porque esteve à frente do time que interrompeu uma sequência gremista no Campeonato Gaúcho, conquistando um título almejado desde 2016, mas também por sua identificação com a torcida e com os valores do clube. Apesar de ter sido formado nas hostes gremistas, é como se sempre estivesse no Beira-Rio. Mas o principal mesmo são os resultados − já que sem eles ninguém sobrevive no futebol. E Roger Machado já tem o melhor aproveitamento entre os técnicos do Inter desde 2000, igualando-se em percentual com Abel Braga em sua penúltima passagem (a de 2014).

O empate com o Grêmio, na decisão do Gauchão, foi a 39ª partida do Inter sob o comando de Roger. Ele tem 22 vitórias, 11 empates e só seis derrotas, incluindo a sofrida contra o México, na abertura desta temporada. Com isso, ele soma 65,8% de aproveitamento, que é exatamente igual ao amealhado por Abel Braga em 2014 em 64 partidas (39 vitórias, dez empates e 15 derrotas). Neste ano, o Inter ficou em terceiro no Brasileirão, além de ser campeão gaúcho, assegurando uma vaga direta na Libertadores do ano seguinte. Mesmo assim, não teve o contrato renovado por Vitorio Piffero, que havia vencido a eleição e assumiu a presidência do clube nos primeiros dias de 2015.

Nem em 2006, quando o Inter foi campeão mundial e da Libertadores, além de ter sido vice do Brasileirão, teve um aproveitamento tão bom quanto agora.

Claro que os adversários devem ser levados em consideração. Neste ano, por exemplo, o Inter só teve o Gauchão, além do amistoso com o México. O problema começa neste final de semana, quando o time colorado enfrenta o Flamengo, no Maracanã, em sua estreia no Brasileirão. Apenas cinco dias mais tarde, joga contra o Bahia, em Salvador, em compromisso válido pela primeira fase da Libertadores. São partidas que apresentarão um nível de dificuldade muito maior, além de colocar o grupo − e também o técnico − à prova devido ao acúmulo de partidas, principalmente ao longo dos próximos 60 dias.

Fonte: CP

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