Lula convida Japão a ajudar o Brasil a recuperar ‘40 milhões de hectares degradados’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (27), que convidou o Japão para ajudar o Brasil a recuperar “40 milhões de hectares degradados”, a fim de transformar o espaço, que é maior que Portugal, em área de produção de alimentos e animais. Em entrevista, o petista cobrou ainda o financiamento de países ricos e defendeu que, atualmente, as nações em desenvolvimento têm direito a US$ 1,600 trilhão.

“Eu quero que os japoneses descubram que se quiser produzir etanol o Brasil tem muita terra, o Brasil tem muita água, o Brasil tem muito sol e nós estamos convidando os japoneses para ajudar a gente a recuperar 40 milhões de hectares degradados que a gente pode transformar numa área produzida que é maior do que Portugal, essa área degradada no Brasil. Então a gente pode produzir o que a gente quiser, pode produzir mais comida, pode produzir mais eucalipto, pode produzir, criar mais gado, criar mais galinha, criar mais porco, criar mais cavalo, criar tudo o que a gente quiser”, disse Lula.

“Da mesma forma que o Japão nos ajudou a encontrar uma solução para o cerrado, que era tido pelos brasileiros como uma região de terra ruim, de terra arrasada, que as árvores eram pequenas e tortas, portanto, ali não dava nada se plantasse. E os japoneses com a sua tecnologia nos ajudaram a transformar o cerrado em um lugar mais produtivo do país”, lembrou o presidente.

As declarações foram dadas por Lula em entrevista coletiva em Tóquio, no Japão. Na ocasião, o presidente brasileiro cobrou o financiamento de países ricos para nações em desenvolvimento. “Nós teremos direito a quase 1 trilhão e 600 bilhões de dólares, coisa que não vai acontecer”, ponderou. Na agenda, o petista destacou a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que será realizada em novembro deste ano em Belém (PA).

“A COP que nós vamos realizar no Brasil, nós queremos fazer, possivelmente, eu tenho dito, da mesma forma que nós fizemos o melhor G20, nós vamos fazer o melhor BRICS, nós vamos fazer a melhor COP. Nós não queremos uma COP que seja um festival de pessoas andando para lá e para cá, como se fosse um shopping de produtos, sabe, climáticos, produtos ambientais, em que todo mundo compra o que quiser, vende o que quiser, sem ninguém ter responsabilidade”, destacou.

“O que nós queremos é fazer uma COP com muita seriedade, com muita discussão e com muita serenidade, para que a gente possa tirar da COP30 decisões que possam ser cumpridas e que a sociedade possa acreditar que os governantes do planeta Terra estarão levando a sério a necessidade de assumir compromissos para que o planeta não aqueça mais de um grau e meio. Essa é a ideia e a decisão”, complementou.

Fonte: R7

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