PSDB aprova fusão com o Podemos e já mira aproximação com o MDB

O PSDB aprovou nessa quinta-feira (5) a fusão com o Podemos durante a 17ª Convenção Nacional da sigla, em Brasília (DF). A proposta foi aprovada pela ampla maioria dos tucanos, com 201 votos favoráveis, dois contrários e dois pela abstenção.

O movimento já vinha sendo costurado entre os dirigentes de ambas as legendas e tem como objetivo principal a superação da chamada cláusula de barreira. A regra eleitoral determina normas rígidas para que partidos possam ter acesso aos recursos do Fundo Partidário — que são as verbas para a manutenção mensal de cada agremiação — e ao tempo de TV e rádio.

Em 2026, quando haverá as próximas eleições nacionais, cada sigla precisará conquistar 2,5% dos votos válidos em todo o território nacional — sendo 1,5% distribuídos por nove Estados ou mais — ou eleger um mínimo de treze deputados por nove unidades da federação. Atualmente, o PSDB tem treze deputados federais e três senadores e o Podemos, quinze deputados e quatro senadores.

Com a aprovação da fusão pelo PSDB, o próximo passo, agora, é a realização de convenção partidária do Podemos para que a união seja aprovada oficialmente. Depois dessa etapa, o processo é encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Participaram da convenção em Brasília dirigentes como o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, o deputado federal Aécio Neves, e o único governador da sigla, Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul. “Estamos buscando dar ao Brasil uma alternativa no centro democrático. Uma alternativa vigorosa, honrada, ética, mas, sobretudo, capaz de fazer as transformações que os outros não fizeram até aqui”, disse Aécio.

Perillo fez críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o partido irá “radicalizar” contra mazelas da atual gestão, como, segundo ele, a volta da inflação, a falta de segurança e o aumento da desigualdade social. “(…) Para que o Brasil possa voltar a crescer, se desenvolver, ter produtividade, competitividade. Vai radicalizar, sim, ante a falta de uma política industrial, vai radicalizar contra a falta de uma política correta internacional”, declarou.

Fonte: O Sul

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