Sanderson alerta: “O Rio Grande do Sul precisa de uma faxina igual à do Rio de Janeiro”

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) afirma que, “ao contrário do discurso oficial, hoje, no Rio Grande do Sul, existem regiões e até municípios sofrendo forte influência das facções criminosas, que definem horários e taxas a serem pagas por empresários”. O deputado conversou ontem com o jornalista Flavio Pereira e comentou que esse tema foi levado ao plenário da Câmara dos Deputados. Segundo Sanderson, as facções e o crime organizado tomaram conta do Brasil “porque, nesses últimos 30 anos, à exceção dos quatro anos do governo Bolsonaro, foram 26 anos de governos omissos, de governos que fecharam os olhos para o agigantamento das facções”.

Na avaliação do deputado, “o Rio Grande do Sul já está em alerta para que uma operação ‘faxina’ aconteça também em nosso Estado, porque, afinal de contas, o Rio de Janeiro não é uma ilha. E não é só o Rio de Janeiro que está tomado pelas facções criminosas”. Ele explica, porém, que defende uma grande operação no Rio Grande do Sul, dentro da lei e integrada com o Poder Judiciário e o Ministério Público.

“Não estou falando em matar ninguém, mas em organizar, com o uso dos órgãos de inteligência, uma operação cirúrgica para prender e tirar de circulação líderes de facções, pessoas foragidas ou com mandados de prisão em aberto. Pelo que me dizem os colegas da Polícia Civil e da Brigada Militar que atuam na linha de frente, é preciso um freio de arrumação no Estado em relação ao crescimento silencioso das facções criminosas.”

Fonte: O Sul

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