Estado colherá menos pinhão na safra 2026

Iniciada na quarta-feira, 1º, no Rio Grande do Sul, a safra do pinhão deste ano deverá ser marcada por colheita menor na maioria dos municípios produtores, concentrados principalmente nas regiões da Serra, das Hortênsias e dos Campos de Cima da Serra, de acordo com a Emater/RS-Ascar. Ligado à cultura e tradição das regiões, o alimento tem papel importante na composição da renda e até no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo, destaca a empresa de assistência técnica.

A safra é prevista na Lei Estadual nº 15.915, que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir de 1º de abril. A engenheira florestal Adelaide Juvena Kegler Ramos, da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, explica que a lei visa assegurar a proteção da araucária e da fauna associada, além de conciliar a geração de renda das famílias envolvidas na cadeia produtiva do pinhão. Por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção, é vedado o corte de araucária nativa, que produz pinhas, ao longo dos meses de abril, maio e junho.

Na safra de 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão no Estado. Neste ano, a colheita deve cair entre 12,5% e 60%. Alguns municípios, como Caxias do Sul, porém, devem manter os índices da safra anterior e, em Canela, a projeção é de produção até 100% em relação à do ano passado.

A redução da safra é atribuída às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão – estiagens recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno e início da primavera.

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