Quase dois meses depois, governo gaúcho dá por encerrado o foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim
Após 28 dias sem registro de aves mortas, o governo gaúcho deu por encerrado nessa quinta-feira (16) o foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim, no município de Santa Vitória do Palmar. A situação havia sido constatada no final de fevereiro, quando técnicos recolheram sem vida, na Lagoa da Mangueira, aves silvestres da espécie conhecida como “cisne-coscoroba”.
A partir da confirmação do foco, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), mobilizou equipes para a região, utilizando barcos e drones para monitoramento de animais. Dentre as prioridades estavam a de identificar sinais clínicos ou novos casos fatais.
Foram realizadas 95 ações de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Além disso, 22 fiscalizações tiveram como alvo granjas avícolas localizadas em municípios da região, a fim de verificar as medidas de biosseguridade adotadas.
Também conhecida como “influenza aviária”, trata-se de doença viral altamente contagiosa e que afeta principalmente aves. Mas também pode infectar mamíferos como cães e gatos, outros animais e, mais raramente, humanos.
As recomendações incluem evitar a aproximação e tentativas de socorro a animais feridos ou doentes, bem como o contato com animais mortos. Todas as suspeitas, que incluem sinais respiratórios ou neurológicos e mortalidade (alta e súbita) em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima, por meio do número (51) 98445-2033 de whatsapp.
“Por se tratar de uma área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Reserva Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Após o encerramento do período, a Estação Ecológica do Taim foi reaberta à visitalção. A área de preservação estava fechada desde o dia 3 de março.
Fonte: O Sul
