Brasil perde R$ 110 bilhões do PIB ao ano com desastres climáticos e conta deve crescer
Relatórios do CICEF (Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento) indicam que eventos climáticos extremos já impõem perdas médias de R$ 110 bilhões por ano ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e evidenciam falhas estruturais no financiamento público da agenda climática. Os dados constam de 2 estudos: “Impactos econômicos de eventos extremos no Brasil e o custo das mudanças climáticas” e “Orçamento Climático Nacional” (ambos de março de 2026).
Os relatórios detalham os efeitos econômicos de desastres e a forma como o governo federal financia ações de mitigação e adaptação. O levantamento sobre eventos extremos analisou dados de todos os municípios brasileiros de 2000 a 2023.
A metodologia combina registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Tesouro Nacional e dados meteorológicos internacionais. Os resultados mostram que:
* secas reduzem o PIB municipal, em média, 2% ao ano, com efeitos que podem durar até 5 anos;
* chuvas extremas provocam queda de cerca de 1% no PIB no ano do evento;
* o impacto agregado chega a R$ 110 bilhões anuais em perdas econômicas.
Segundo o estudo, os efeitos variam por setor. A agropecuária é a mais atingida em períodos de seca, com perdas superiores a 7,5% nos primeiros anos. Indústria e serviços também registram retração.
