Justiça eleitoral oficializa a desfiliação do ex-ministro da Defesa e ex-pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo do Partido Democracia Cristã
A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC), após o partido anunciar o lançamento da pré-candidatura à Presidência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação, assinada pelo juiz eleitoral Tiago Duccatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, atendeu a um pedido feito pelo partido, que também abriu um procedimento disciplinar contra o correligionário.
Na última quinta-feira (21), a sigla argumentou que a medida foi tomada “diante do esgotamento de diversas tentativas de resolução harmoniosa” e “tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o estatuto do partido”. O comunicado também afirmou que repudia “os ataques proferidos” por Rebelo contra a direção nacional da legenda e seu presidente nacional, o ex-deputado João Caldas.
Depois do partido oficializar Joaquim Barbosa como pré-candidato, Rebelo, que também era postulante ao Planalto pelo mesmo partido, classificou o movimento da direção da sigla como uma “afronta” e um “balão de ensaio”, afirmando que se mantém na disputa.
O ex-ministro também atribuiu a decisão a uma suposta preocupação de Caldas com o avanço do caso Master em Alagoas. O dirigente partidário é partidário é pai do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), cotado para concorrer ao comando do estado neste ano.
“A oposição já está usando esse escândalo nas eleições de Alagoas e circula o dossiê dos negócios da família Caldas na prefeitura de Maceió, e diz: olha, provavelmente ele procurou algum tipo de proteção de um ex-ministro do Supremo porque essa investigação vai para o Supremo Tribunal Federal”, disse o ex-ministro em entrevista à CNN Brasil.
Em nota enviada ao jornal O Globo nessa quarta-feira (27), Rebelo disse que “não houve decisão judicial sobre expulsão, mas homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação”. No comunicado, o ex-ministro também afirmou que o ato de entrada ou saída do partido depende de uma “iniciativa própria” e que o “processo de expulsão exige um procedimento que sequer foi iniciado”. “Todos os atos da direção do DC neste sentido estão eivados de ilegalidades e, portanto, judicializados”, disse no texto.
Fonte: O Globo
