Milei atribui ataque com pedras a “grupelho violento” e nega acusações contra irmã

O presidente argentino, Javier Milei, acusou um “grupelho violento” pelo ataque com pedras que ele e sua comitiva sofreram na véspera. O incidente ocorreu durante um ato de campanha, em meio a um escândalo de corrupção que envolve sua irmã, Karina Milei. Duas pessoas foram detidas.
Em um discurso para empresários, Milei disse que o ataque está ligado a “operações difamatórias grosseiras”, que seriam “artimanhas da casta” – seu termo para a elite política – para “defender seus privilégios”.
A corrupção e as eleições
O escândalo de corrupção começou após o vazamento de áudios atribuídos ao então diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, que foi demitido em seguida. Nas gravações, uma voz supostamente de Spagnuolo acusa Karina Milei de cobrar 3% sobre as compras da Andis junto a uma drogaria. A empresa negou a acusação.
Milei defendeu sua irmã, afirmando que “caberá à Justiça esclarecê-lo”. O presidente disse que o tipo de ataque que sofreu “reflete de maneira fidedigna o comportamento da casta”. O incidente e o escândalo de corrupção ocorrem antes de eleições legislativas que renovarão parcialmente o Congresso, funcionando como um termômetro para o governo de Milei, que conseguiu controlar a inflação, mas com alto custo social.
Fonte: CP