Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos, hipertensão e obesidade também avançam
A nova edição da pesquisa Vigitel, divulgada pelo Ministério da Saúde nessa semana, mostra que 12,9% dos adultos brasileiros têm um diagnóstico de diabetes. O número, referente a 2024, revela um aumento de 134,5% em relação à primeira edição do levantamento, feita quase 20 anos antes, em 2006. Na época, a prevalência da doença era de 5,5%.
A hipertensão arterial seguiu tendência semelhante no intervalo e cresceu 31%, subindo de 22,6% para 29,7%. A prevalência de obesidade (IMC igual ou superior a 30) e excesso de peso (IMC 25) também alcançou taxas significativas em 18 anos: de 11,8% para 25,7% e de 42,6% para 62,6%, respectivamente. No período, a primeira condição aumentou 118% e o excesso de peso, 47%. O IMC (índice de massa corpórea) é o peso do paciente dividido pela sua altura elevada ao quadrado.
O diabetes é uma condição crônica em que o indivíduo não produz ou não absorve adequadamente o hormônio insulina, responsável por retirar a glicose do sangue.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde ( OMS), a doença afeta 14% da população adulta global, cerca de 828 milhões de pessoas. No Brasil, o percentual de 12,9% equivale a cerca de 19,9 milhões de indivíduos, com base nos números do Censo Demográfico de 2022, do IBGE.
Os tipos mais comuns de diabetes são o 1 e o 2. No primeiro, o indivíduo tem uma doença autoimune que leva o próprio corpo a atacar as células beta do pâncreas, que produzem a insulina.
Por isso, o paciente fica dependente de aplicações do hormônio. Já o tipo 2, que responde por cerca de 90% dos casos, é causado por hábitos de vida. Nesse caso, fatores como excesso de peso e má alimentação sobrecarregam as células produtoras de insulina, o que afeta a produção ou absorção do hormônio.
Fonte: O Sul
