Rio Grande do Sul obtém melhor nota de sua história em avaliação nacional sobre capacidade de pagamento
Pela primeira vez em 30 anos desde que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) instituiu a Avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Rio Grande do Sul finalmente subiu de nota, passando de “D” (pior status do ranking) para “C”. O governo gaúcho avalia o fato como um passo importante na reorganização de suas finanças, após longo período de fragilidade fiscal.
A Capag tem por objetivo avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União. Tendo com conceito máximo a letra “A”, a análise realizada pela STN (vinculada ao Ministério da Fazenda) indica o nível de risco associado ao endividamento.
Diferentemente de outros indicadores fiscais, a Capag possui um caráter mais estrutural. A metodologia considera os dados dos três últimos balanços anuais publicados – nesse caso, referentes aos exercícios de 2022, 2023 e 2024 –, e não apenas informações de um período de doze meses. Isso permite uma análise mais ampla e consistente da situação fiscal do Estado ao longo do tempo.
Nesse intervalo, a avaliação foi influenciada pelos efeitos das enchentes de 2024, que impactaram negativamente os indicadores econômicos considerados no cálculo. Ainda assim, o Rio Grande do Sul conseguiu avançar de patamar e alcançar uma nota superior, o que demonstra que o processo de recuperação econômica já estava em curso e suficientemente estruturado para sustentar a melhora da avaliação fiscal, mesmo em um cenário adverso.
A nota atual ainda não incorpora os dados de 2025, que já indicam a continuidade do movimento gradual de melhora das contas públicas e do fortalecimento da recuperação econômica do Estado.
Fonte: O Sul
