Lula: câncer de pele e tendinite, entenda os problemas de saúde que motivaram ida do presidente ao hospital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (24), para a realização da carcinoma basocelular e de uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. A retirada do carcinoma basocelular foi realizada pela médica dermatologista Cristina Abdalla em cerca de uma hora e ocorreu sem intercorrências, também foi feita uma biópsia, com resultado previsto para os próximos dias.

“Isso é muito comum, é a lesão mais comum de pele em relação ao sol. Quando cresce, a gente precisa tirar, porque se não aquilo vai crescendo, não cicatriza, sangra. Mas é uma lesão localizada, e a conduta é a gente fazer a remoção e examinar”, disse ela, em entrevista aos jornalistas.

“Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”, afirmou o médico Ricardo Kalil, que acompanhou o presidente na cirurgia.

Segundo Kalil, agora o presidente vai para casa e deve ficar em repouso nos próximos dias, mas isso não afetará a agenda de Lula. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o carcinoma basocelular é o tipo mais prevalente de câncer de pele. Sua origem é nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele), principalmente por conta da alta exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol.

Por isso, surge como uma pinta da cor vermelha em regiões do corpo facilmente expostas, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Além disso, ele é tratável quando detectado de forma precoce e possui baixo índice de mortalidade, diferente de tipos mais agressivos de câncer de pele, como o melanoma.

O dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dematologia, explica que é uma alteração da pele, caracterizada pelo espessamento da camada mais superficial, chamada de estrato córneo, geralmente decorrente de um crescimento anormal dos queratinócitos.

“Os tipos mais comuns na prática clínica são a queratose seborreica, que é benigna e relacionada ao envelhecimento cutâneo, e a queratose actínica, considerada uma lesão pré-maligna associada à exposição solar crônica”, diz.

Fonte: O Sul

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