PF suspeita que Wagner receberia apartamento de luxo na Bahia como propina do Master
A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal (PF), colocou holofotes no senador Jaques Wagner (PT). Uma das suspeitas recai sobre o recebimento de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões. Segundo informações do jornal Estadão, o imóvel seria propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, também alvo da ofensiva de hoje.
O jornal Estadão solicitou manifestação de Jaques Wagner sobre a operação, que cumpriu busca e apreensão nos seus endereços e também de Augusto Lima em Salvador, Brasília e São Paulo. O espaço está aberto. A defesa do ex-sócio do Master diz que as diligências são desnecessárias.
A PF teria encontrado diálogos e outros elementos que indicariam a existência da transação, que seria uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.
O prédio onde fica o apartamento ainda está em construção e tem unidades vendidas por valores a partir de R$ 1,7 milhão. Trata-se do Poème Horto, no bairro Horto Florestal, próximo ao tradicional bairro do Rio Vermelho e composto por condomínios e prédios de alto padrão. A unidade destinada ao senador seria de R$ 2,5 milhões, de acordo com as investigações.
Essa é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula. O empresário Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de outras fases. A suspeita da PF é que ele também atuou na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Ele é considerado um empresário influente na Bahia com trânsito entre políticos do PT e também da oposição.
Em fases anteriores, a PF já mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: CP
