Declarações de Pezzolano e Inter divergem sobre cláusula para assumir seleção uruguaia

O futuro de Paulo Pezzolano no Inter ganhou um novo capítulo após a eliminação do Uruguai na Copa do Mundo. Cotado como um dos possíveis substitutos de Marcelo Bielsa no comando da seleção celeste, o treinador afirmou que seu contrato com o clube gaúcho prevê uma cláusula de rescisão específica caso seja procurado pela Associação Uruguaia de Futebol (AUF). A versão, porém, contrasta com o posicionamento da direção colorada.

Em entrevista concedida à imprensa uruguaia na segunda-feira, logo após a queda da seleção, Pezzolano confirmou a existência da cláusula e justificou o motivo.

“Sim, isso sempre existe. Por quê? Porque é o sonho de qualquer um. É como quando o seu país te chama por sentir que você pode ajudar em algo: você sempre tem que estar lá, para o que der e vier”, declarou o treinador.

A manifestação do uruguaio não coincide com o que se diz no Beira-Rio. O diretor executivo de futebol, Fabinho Soldado, garantiu, em entrevistas recentes, que não há qualquer previsão contratual que facilite uma eventual saída do comandante para assumir a seleção de seu país.

“Não existe essa cláusula no contrato do Paulo (Pezzolano). Ele está muito feliz conosco, bem identificado com o Inter e alinhado com o trabalho diário no CT junto ao Abel Braga. O Paulo merece fazer um Inter melhor e nós temos a expectativa que ele consiga”, afirmou o dirigente.

As declarações expõem uma aparente divergência entre treinador e clube justamente em um momento em que o nome de Pezzolano ganha força nos bastidores do futebol uruguaio. Independentemente da existência ou não da cláusula mencionada pelo treinador, o episódio amplia as dúvidas sobre o futuro de Pezzolano.

Fonte: CP

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