Uso de zinco bi-quelatado reduz perdas e melhora a qualidade de carcaças de frangos, aponta estudo
A utilização de minerais orgânicos bi-quelatados na alimentação de frangos de corte pode representar um importante avanço para a rentabilidade da avicultura. É o que demonstra um estudo realizado em condições comerciais com aproximadamente oito milhões de aves, que identificou melhorias significativas na qualidade das carcaças e no desempenho produtivo.
De acordo com a pesquisa, a substituição do zinco inorgânico pelo zinco bi-quelatado reduziu em cerca de 70% os defeitos de aparência da pele e em 68% as lesões totais, fatores que influenciam diretamente a condenação ou desvalorização das carcaças nos frigoríficos.
Os pesquisadores também observaram melhorias na integridade das patas das aves e no desempenho geral dos lotes, refletindo em maior eficiência produtiva e melhor retorno econômico para os produtores.
Segundo o estudo, os benefícios estão relacionados à maior biodisponibilidade dos minerais orgânicos, que favorece a absorção de nutrientes pelo organismo das aves, fortalece os tecidos e contribui para uma maior uniformidade do produto final.
Os resultados reforçam a importância do manejo nutricional preventivo como ferramenta para reduzir perdas industriais e aumentar a eficiência da produção, especialmente em sistemas de alta escala.
Setor estratégico na Região Sul
O tema ganha relevância para a Região Sul do Brasil, onde a avicultura é uma das principais atividades do agronegócio e concentra uma parcela significativa da produção nacional de carne de frango. Tecnologias capazes de elevar a qualidade das carcaças e reduzir prejuízos ao longo da cadeia produtiva podem representar ganhos importantes para produtores, cooperativas e indústrias, fortalecendo a competitividade do setor.
Com informações: Texto e Comunicação
