Inter faz o pior primeiro turno de sua história no Brasileirão de pontos corridos

Desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser de pontos corridos, nunca o Inter havia encerrado a primeira metade do campeonato com uma pontuação tão baixa. A oitava derrota, a terceira consecutiva e a quinta dentro do Beira-Rio, desta vez para o Cruzeiro, nesta quarta-feira, estacionou o time de Paulo Pezzolano com 21 pontos, na 14ª colocação na tabela de classificação.

O cenário de preocupação com o futuro aumenta à medida que se olha para o passado. Seja ele o recente ou o mais distante. No fatídico 2016, o Inter terminou as primeiras 19 rodadas na mesma 14ª posição, mas com um ponto a mais na tabela e igual à distância de agora para o Z-4. No final, a campanha ainda pior no returno culminou no rebaixamento.

No Brasileirão do ano passado, a essa altura, a situação colorada não era nada boa, porém ainda menos desconfortável do que a atual. O Colorado encerrou o primeiro turno em 12º lugar com 24 pontos, três a mais do que hoje, mas a seis de distância para a zona da degola. Ou seja, para atingir o “número mágico” de 45 pontos sugerido pelos matemáticos, restariam 24 para não correr riscos lá em dezembro. Nem tudo, porém, é matemática.

Matemática do Inter para o segundo turno do Brasileirão

 Matemática do Inter para o segundo turno do Brasileirão | Foto: Leandro Maciel/ Arte CP

“No final, os times de baixo sempre pontuam mais, principalmente quando pegam equipes que já largaram do Campeonato”, diz Martin Moura, plantão da Rádio Guaíba. Hoje, por aproveitamento, o Mirassol (com um jogo atrasado) tem a quarta pior campanha. Caso repita o desempenho até o fim, terminará com 40 pontos. Prudente e por que não otimista, Martin prevê 44 serem seguros para qualquer contratempo.

Na semana em que voltou a jogar depois de 50 dias de parada para a Copa do Mundo, a equipe do Inter repetiu as mesmas dificuldades de antes. Sábado começa o segundo turno do Brasileirão e uma nova chance de alterar o panorama da primeira metade do campeonato. Na distribuição dos 21 pontos, 10 foram conquistados fora e somente 11 em casa. Foram cinco derrotas à frente do torcedor, contra Cruzeiro, Mirassol, Bahia, Palmeiras e Athletico.

Nós sabemos, o torcedor também sabe. É um ano difícil. É um ano que vamos ter que lutar muito.(…) Vamos sofrer um pouco, mas vamos conseguir os pontos”, diz Pezzolano no mesmo sentido do diretor-executivo Fabinho Soldado antes da última derrota: “O momento é de melhorar alguns números. Esse elenco a gente consegue entregar algo a mais, principalmente dentro de casa. Às vezes a gente é repetitivo. Estamos aqui todos os dias para o Inter se fortalecer.”

Fonte: CP

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