UE questiona EUA sobre tarifas e acusações de trabalho forçado

A chefe de política externa da União Europeia (UE), Kaja Kallas, reagiu à imposição da tarifa de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos – incluindo o bloco europeu – e questionou a justificativa de Washington, defendendo que as alegações de falhas nos controles europeus contra o trabalho forçado eram “infundadas”.

“Se você comparar nossas leis trabalhistas com as dos Estados Unidos… quero dizer, temos férias remuneradas, temos condições de trabalho muito boas para nossos funcionários; portanto, isso não tem fundamento”, criticou Kallas, em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, 24.

Kallas disse que a UE buscará esclarecimentos junto a Washington, levando em consideração que o bloco cumpriu os compromissos do acordo comercial firmado com os americanos no ano passado e, por isso, as novas tarifas são “uma surpresa negativa”.

“Tínhamos um acordo com os Estados Unidos e cumprimos a nossa parte. Por isso, é uma surpresa negativa que esse acordo não esteja sendo respeitado”, acrescentou. “Quem consegue acompanhar as tarifas que entram e saem de vigor? Não, não esperávamos por isso.”

O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, seguiu a mesma linha e afirmou que as novas tarifas “acrescentam mais incerteza à economia mundial e ao crescimento econômico”, em entrevista à BFM Business TV também nesta sexta-feira. Para ele, a medida representa “um obstáculo”, apesar do acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos no ano passado.

“Para a Europa, não deve haver grandes mudanças, pois temos o acordo, que deveria ser respeitado por Donald Trump. No entanto, isso obviamente gera mais incerteza para o comércio mundial e, claramente, não é favorável ao crescimento”, disse Moulin, que avaliou haver “uma boa resiliência” na economia francesa.

Já o ministro do Comércio da Austrália, Don Farrell, cujo país também está entre os taxados, classificou a ação americana como “completamente injustificada” e afirmou que continuará pressionando o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para que remova todas as tarifas sobre produtos australianos.

“Acreditamos que, entre todos os países do mundo, a Austrália leva a questão da escravidão moderna a sério e continuará a fazê-lo”, disse Farrell, em comunicado.

Fonte: CP

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Tenha meu site exclusivo Entrega em 48h

Tecnologia de ponta para sites ultrarrápidos, modernos e feitos para destacar sua autoridade no mercado digital.