Dólar vai a R$ 5,06 e Bolsa brasileira cai, com foco em acordo entre Estados Unidos e Irã

O dólar encerrou essa segunda-feira (15) com leve alta frente ao real, enquanto o Ibovespa fechou em queda, em um dia marcado pela repercussão do acordo de paz anunciado entre Estados Unidos e Irã e pela expectativa dos investidores em relação às decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou 0,09% e fechou cotada a R$ 5,0666. Com o resultado, acumula alta de 0,48% em junho, mas ainda registra queda de 7,69% em 2026. Já o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,42%, aos 170.415 pontos. No mês, a Bolsa acumula perda de 1,82%, enquanto no ano mantém valorização de 5,89%.

Os mercados repercutiram o anúncio de um acordo para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã, divulgado no domingo (14). Segundo informações confirmadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, as partes concordaram com o fim das operações militares e pretendem formalizar um tratado nos próximos dias.

Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido divulgados, a imprensa internacional informa que o entendimento pode incluir medidas para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo, além da manutenção de uma trégua em áreas afetadas pelo conflito, incluindo o Líbano.

A perspectiva de redução das tensões geopolíticas pressionou as cotações do petróleo para baixo. O barril do Brent, referência internacional, fechou em queda de 4,76%, cotado a US$ 83,17. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 4,86%, encerrando o dia a US$ 80,75 por barril.

A queda da commodity foi recebida positivamente pelos investidores, já que preços mais baixos do petróleo tendem a reduzir pressões inflacionárias globais e aliviar custos relacionados a combustíveis e transporte.

Apesar do cenário externo mais favorável, os agentes financeiros mantiveram a cautela diante da chamada “Superquarta”, quando os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos divulgarão suas decisões de política monetária.

Nos Estados Unidos, a expectativa predominante é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed), diante da persistência da inflação acima da meta. No Brasil, por outro lado, parte do mercado aposta em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), embora o cenário ainda gere divergências entre analistas.

A combinação entre a expectativa pelas decisões de juros e a repercussão dos desdobramentos no Oriente Médio manteve os investidores atentos ao cenário internacional, contribuindo para a volatilidade observada nos mercados ao longo do pregão.

Fonte: O SUL

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